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domingo, 28 de outubro de 2012

Curso Repensando a Leitura (LerUERJ)

Promovido pelo Programa de Leitura da UERJ (LerUERJ), o Curso Repensando a leitura como objeto de políticas, jogos e instrumentos de emancipação  (realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nos dias 24, 25 e 26 de outubro) foi um sucesso!



Mesa de Abertura: Samuel Araújo (Escola de Música da UFRJ), Bruno Deusdará (Depto. de Linguística do Instituto de Letras UERJ), Victor Hugo Adler Pereira (Instituto de Letras UERJ) e Ana Maria Miguel (Pesquisadora em Educação/Programa Salto para o futuro - TV Escola)


Detalhe do Auditório Cartola da UERJ


Uma ótima oportunidade para dialogar com professores interessados em (re)pensar a leitura e o ensino de Língua/Literatura, as políticas de formação de leitores e as novas realidades da sala de aula!




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Curso Repensando a Leitura promovido pelo LerUERJ





Mais um encontro fantástico promovido pelo querido Victor Hugo (LerUERJ)!

Obrigada pelo convite!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Algumas Palavras no segundo turno do Prêmio TOP BLOG 2012

Queridos,
estamos entre os TOP 100 (categoria Educação) do Prêmio TOP BLOG 2012!
Obrigada pelos votos!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Algumas Palavras no Prêmio TOP BLOG 2012 (Educação)

Gente,
dia 17 de julho o blog ALGUMAS PALAVRAS completará quatro anos de existência!
Durante esse tempo, quantas pessoas bacanas encontrei!
Quantos amigos fiz!
Um grande beijo para todos!

Ah! Se quiserem dar uma força ao blog, votem em ALGUMAS PALAVRAS para o Prêmio TOP BLOG 2012 Categoria EDUCAÇÃO.
As votações começam no dia 14 de julho!
Ajudem a divulgar também!

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Minhas Peles", Darcy Ribeiro


“Quem sou eu?" Às vezes me comparo com as cobras, não por serpentário ou venenoso, mas tão-só porque eu e elas mudamos de pele de vez em quando. Usei muitas peles nessa minha vida já longa, e é delas que vou falar.
A primeira de minhas peles que vale a pena ser recordada é a do filho da professora primária, Mestra Fininha, de uma cidadezinha do centro do Brasil.
Outra saudosa pele minha foi a de etnólogo indigenista. Vestido nela, vivi dez anos nas aldeias indígenas do Pantanal e da Amazônia.
Não os salvei e esta é a dor que mais me dói. Apenas consolam algumas poucas conquistas, como a criação do Parque Indígena do Xingu e do Museu do Índio, no Rio de Janeiro.
Pele que encarnei e encarno ainda, com orgulho, é a de educador, função que exerço há quatro décadas. Essa, de fato, foi minha ocupação principal desde que deixei etnologia de campo.
Eu investia contra o analfabetismo ou pela reforma da universidade com mais ímpeto de paixão que sabedoria pedagógica. Não me dei mal. Acabei ministro de educação de meu país e fundador e primeiro reitor da Universidade de Brasília.
Outra pele que ostentei e ostento ainda é a de político. Sempre fui, em toda a minha vida adulta, um cidadão ciente de mim mesmo como um ser dotado de direitos e investido de deveres. Sobretudo o dever de intervir nesse mundo para melhorá-lo.
Com a pele de político militante fui duas vezes ministro de Estado, mas me ocupei fundamentalmente foi na luta por reformas sociais, que ampliassem as bases da sociedade e da economia, a fim de criar uma prosperidade generalizável a toda a população.
Fracassando nessa luta pelas reformas, me vi exilado por muitos anos e vivi em diversos países. Minha pele de proscrito foi mais leve do que poderia supor.
Meu ofício naqueles anos foi de professor de antropologia e, principalmente, reformador de universidades. Disto vivi.
No exílio, devolvido a mim, me fiz romancista, cumprindo uma vocação precoce que me vem da juventude.
Só no meu exílio, nos seus longos vagares, tive ocasião e desejo de novamente romancear.
De volta do exílio, retomei minhas peles todas. Hoje estou no Brasil lutando pelas minhas velhas causas: salvação dos índios, educação popular, a universidade necessária, o desenvolvimento nacional, a democracia, a liberdade. No plano político, fui eleito vice-governador do Rio de Janeiro e depois senador da República.
Essas são as peles que tenho para exibir. Em todas e em cada uma delas me exerci sempre igual a mim, mas também variando sempre.

Texto de Darcy Ribeiro publicado em 1995 no livro de sua autoria O Brasil como Problema.


Então, o que me dizem?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ensino sem demagogia

Dando prosseguimento ao tema do post anterior, coloco a seguir um texto muito esclarecedor sobre a educação no Brasil. Além de refletir sobre a falta de coerência do discurso governamental acerca da questão educacional, o artigo do professor Dermeval Saviani da Unicamp propõe soluções para a educação no Brasil. O texto foi publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo (13/07/08) e os destaques (itálicos) são meus, ok?
Ensino sem demagogia
Dermeval Saviani
Os mais variados diagnósticos põem em evidência o estado atual altamente precário da qualidade da educação pública brasileira. E o mais recente programa de enfrentamento da situação, o PDE [Plano de Desenvolvimento da Educação], se propôs a atacar de frente exatamente o problema da qualidade do ensino, mas tem um calcanhar-de-aquiles: o insuficiente investimento.
Tal situação agora repercute de forma ampliada por efeito da greve dos professores da rede pública estadual de SP [iniciada em 16/6], que põe em evidência o problema das condições precárias de trabalho que dificultam a ação dos professores e afetam a formação, desestimulando a procura pelos cursos de preparação docente.Tanto para garantir uma formação consistente como para assegurar condições adequadas de trabalho, faz-se necessário prover os recursos financeiros correspondentes.
Eis o grande desafio a ser enfrentado. É preciso acabar com a duplicidade pela qual, ao mesmo tempo em que se proclamam aos quatro ventos as virtudes da educação, as políticas predominantes se pautam pela redução de custos, cortando investimentos. Impõe-se ajustar as decisões políticas ao discurso imperante. Trata-se, pois, de eleger a educação como máxima prioridade, carreando para ela todos os recursos disponíveis.
Questão crucial
Não se trata de colocar a educação em competição com outras áreas necessitadas, como saúde, segurança, estradas, desemprego, infra-estrutura de transporte, de energia, abastecimento, ambiente etc. Ao contrário, como eixo do projeto de desenvolvimento nacional, a educação será a via escolhida para atacar de frente todos esses problemas.
Se ampliarmos o número de escolas, tornando-as capazes de absorver toda a população em idade escolar, se povoarmos essas escolas com todos os profissionais de que necessitam, em especial com professores em tempo integral e bem remunerados, estaremos atacando o problema do desemprego diretamente, pois serão criados milhões de empregos.
Estaremos atacando o problema da segurança, pois estaremos retirando das ruas e do assédio do tráfico de drogas um grande contingente de crianças e jovens. Mas, principalmente, atacaremos todos os demais problemas, pois estaremos promovendo o desenvolvimento econômico, uma vez que esses milhões de pessoas com bons salários irão consumir e, com isso, ativar o comércio, que, por sua vez, ativará o setor produtivo (indústria e agricultura), que irá produzir mais e contratar mais pessoas. De quebra, a implementação desse projeto provocará o crescimento da arrecadação de impostos, maximizando a ação do Estado na infra-estrutura e nos programas sociais.
Enfim, com esse projeto será resolvido o problema da qualidade da educação: transformada a docência numa profissão atraente em razão da sensível melhoria salarial e das boas condições de trabalho, para ela serão atraídos muitos jovens dispostos a investir recursos, tempo e energia numa alta qualificação obtida em graduações de longa duração e em cursos de pós-graduação.
Com um quadro de professores altamente qualificado e fortemente motivado trabalhando em tempo integral numa única escola, estaremos formando os cidadãos conscientes, críticos, criativos, esclarecidos e tecnicamente competentes para ocupar os postos do mercado de trabalho de um país que viria a recuperar, a pleno vapor, sua capacidade produtiva.
Falta de coerência
Estaria criado, por esse caminho, o tão desejado círculo virtuoso do desenvolvimento. Trata-se de uma proposta ingênua, romântica? Não. Ela apenas extrai as conseqüências do discurso hoje dominante, cobrando coerência aos portadores desse discurso. Está lançado o desafio aos formadores de opinião, aos empresários, dirigentes dos vários níveis e dos mais diferentes ramos de atividade e, em especial, aos políticos. Ou assumimos essa proposta ou devemos deixar cair a máscara e pararmos de pronunciar discursos grandiloqüentes sobre educação, em flagrante contradição com uma prática que nega cinicamente os discursos proferidos.
*Dermeval Saviani é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor de, entre outras obras, "Política e Educação no Brasil" (ed. Autores Associados).

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Educação: a crítica da crítica


A revista Veja de 20 de agosto de 2008 elegeu o tema da Educação como matéria de capa. É possível ler parcialmente a matéria especial pela internet. A seguir coloco os endereços dos artigos disponíveis:
“Você sabe o que estão ensinando a ele?”
“Prontos para o século XIX”
Agora, coloco os links de dois ensaios que fazem uma reflexão sobre a matéria da revista.
“Especial sobre educação: neutralidade inventada”, por Bernardo Caprara (26/8/2008).
“O ensino vai mal e Veja conhece os culpados”, por Gabriel Perissé (19/8/2008)
Os dois são encontrados no site Observatório da imprensa:
Para quem não sabe, o Observatório é, na definição de seus colaboradores, uma “entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária que pretende acompanhar, junto com outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira”. Por ser uma importante fonte de informação, recomendo que vocês passem a conhecê-lo.
Então, o que me dizem?