quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ai que sono!

Pois é queridos, China... Olimpíada 2008... Só para registrar que estou pronta para torcer pelas meninas do futebol :) VAI BRASIL!!! Bjs

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Eleições 2008

Achei bem interessante o texto da jornalista Lúcia Hipólito sobre a diminuição da participação dos jovens nas eleições. Trata-se de uma matéria bastante atual que complementa a reflexão que iniciamos com o poema “O Analfabeto político”, de Brecht.
“Durante a Constituinte, a UNE e outros movimentos estudantis lançaram a campanha “Se liga 16”, para conscientizar os jovens sobre a importância do voto e para convencer a Constituinte a diminuir a idade mínima para votar. Como resultado da campanha, a Constituição de 88 adotou o voto facultativo para jovens de 16 e 17 anos. Nas primeiras eleições, foi maciço o alistamento eleitoral dos jovens. Entretanto, desde 2004 este número vem caindo consistentemente, confirmando o enorme desencanto dos jovens com a política. Vamos aos números. Entre 2004 e 2008, o eleitorado brasileiro total cresceu 7,43%, de 121 milhões para 130,6 milhões.
(...)
Em movimento contrário, o eleitorado de 16 e 17 anos teve uma queda, entre 2004 e 2008, de 19%: caiu de 3,6 milhões para 2,9 milhões de eleitores jovens. Na cidade do Rio de Janeiro, então, a queda foi brutal: 35%, de 42,9 mil para 27,4 mil eleitores de 16 e 17 anos.
(...)
Ganhe ou não as eleições americanas, Barack Obama já tem o indiscutível mérito de ter trazido a juventude americana de volta para a política. Nos Estados Unidos, os jovens não tinham tamanha participação política há quase 40 anos. Mas no Brasil, a sucessão de escândalos impunes desde 2004 gerou na sociedade em geral, e nos jovens em particular, um tremendo desencanto com a política e os políticos. Mensalão, aloprados, sanguessugas, violação do sigilo do caseiro, cartões corporativos, dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Daniel Dantas, a idéia de roubalheira generalizada e impune. Tudo isto afasta o jovem da política. A sensação de impunidade, de que todos são iguais, “farinha do mesmo saco”, de que todos estão na política para “se arrumar”. A desilusão é grande. E há também, não vamos nos esquecer, uma convicção generalizada – e não apenas entre os jovens – de que a política não afeta a vida quotidiana dos brasileiros. A economia vai bem, o que é verdade. As pessoas estão comendo e comprando mais, o que também é verdade. Os empresários estão produzindo como nunca. Verdade também. Os banqueiros não conseguem parar de rir. Verdade verdadeira. Então, por que se preocupar com a política? Este é um grave equívoco. Equívoco que leva as pessoas de bem a abandonar a política nas mãos de... vocês-sabem-quem. Contra isso, estudantes estão tentando reativar o “Se liga 16”. No Estado do Rio, o TRE se associou ao projeto. Escolas podem solicitar palestras e mesmo uma eleição simulada, para incentivar a participação dos jovens. Para 2008, o slogan da campanha é “Vai ficar em cima do muro? Mude sua cidade para mudar o Brasil. Tire seu título: Se liga 16!” Sem a energia, o entusiasmo e a dedicação dos jovens, não vamos muito longe. Vamos participar, moçada.” (Trechos do post “Se liga 16”, da jornalista Lúcia Hipólito em 5 de agosto de 2008 em seu Blog “A política trocada em miúdos”, http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito )

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

90 anos do final da 1ª Guerra Mundial

A Aline (pré-vest) lembrou dessa data importante, então, antes de qualquer coisa, gostaria de agradecê-la pela colaboração.
Bom, para começar, gostaria que vocês lessem um texto bastante esclarecedor sobre a Primeira Guerra Mundial:
Agora, algumas observações e curiosidades:
É importante lembrar que a Primeira Guerra Mundial, a Guerra das Trincheiras, foi uma guerra de transição entre um modelo ainda carregado de elementos medievais (o uso do cavalo, por exemplo) e o modelo que viria a ser conhecido como o da guerra contemporânea (a partir da implementação de novos artigos bélicos, tais como: tanques, metralhadoras, aviões, já plenamente utilizados na Segunda Guerra Mundial).
Apesar de ter sido um dos conflitos mais cruéis de que temos registro, ela também é denominada como a Última Guerra Romântica, pois foi a última guerra onde os pactos entre as tropas inimigas eram respeitados.
Protegidos por arame farpado, os exércitos se enterravam nas trincheiras, onde a lama, o frio, os ratos e o tifo matavam tanto quanto as armas e os canhões.

Soldados nas trincheiras
Fuzil da 1ª Guerra Mundial
Achei na internet alguns depoimentos muito interessantes:
"Falta-nos praticamente tudo. Aprendi cedo a dependurar o pão num arame para o pôr fora do alcance dos ratos, a dormir com os sapatos apertados, porque tentar calçá-los depois de os tirar era uma ilusão, a dormir enrolado num capote molhado, dormir 4 horas no meio de algazarra, de gritos humanos, de cheiros pestilentos, mas a dormir." (Florent Fels, in Voilà)
"A alguns passos de nós, no fundo da trincheira, jaz um corpo. É de um oficial subalterno; está semi-enterrado; só se vê a cabeça, um ombro e um braço com a mão em gancho. Está ali desde a véspera, o braço retesou e ergueu-se, e naquela mão, naquele braço, se engancham e tropeçam todos os que vão e vêm por aquela passagem estreita. Era preciso cortar aquele braço ou afastar o corpo. Ninguém teve coragem para tal" (R.Cazals, Cl Marquié, R. Piniès, Années cruelles 1914-1918, in História da vida privada, direcção de Philippe Ariès e Georges Duby, vol.5)
Foi exatamente deste contexto que surgiram as vanguardas européias e, com elas, a revolta, a negação da razão, a descrença em relação à religião e ao Estado e a desilusão com a idéia do progresso da humanidade. Nas palavras do pintor Marx Ernest: “Dadá foi a explosão de uma reviravolta da vontade de viver e da cólera; foi o resultado da absurdidade, da sacanagem dessa guerra estúpida. Nós, os jovens, voltamos da guerra atordoados e nossa indignação precisou manifestar-se de alguma forma. Isso aconteceu naturalmente através dos ataques aos fundamentos de nossa civilização que provocou a guerra, ataques à língua, à sintaxe, à religião, à lógica, à literatura , à pintura, e assim por diante
Então, o que me dizem?

domingo, 3 de agosto de 2008

Para refletir

O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, da renda de casa,
dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e enche o peito de ar
dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht – dramaturgo e poeta alemão (1898 - 1956)
Então, o que me dizem?

sábado, 2 de agosto de 2008

Datas comemorativas de 2008

Meninos e meninas, o ano de 2008 é cheio de datas especiais, não é mesmo? Pensando no vestibular, criei uma listinha para vocês se atualizarem. Olha só que moleza!!! Basta navegar nos links que selecionei e pronto! Sou ou não sou uma professora legal?
Atenção! Posso ter esquecido de alguma data importante, então, se lembrarem de mais alguma, me digam, ok?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A música da Semana de 22

Grupo da Semana de 22

Grupo da Semana de 22 - Legenda da foto

Sim, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música eu deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que eu transponho instintivamente para tudo que escrevo”. (Heitor Villa-Lobos)

“Convidado por Graça Aranha, Villa-Lobos aceita participar dos três espetáculos da "Semana", apresentando, dentre outras obras, as ‘Danças características africanas’. Em número de três – ‘Farrapós’, ‘Kankukus’ e ‘Kankikis’ –, foram originalmente compostas para piano solo, entre 1914 e 1915, e receberam de Villa-Lobos o subtítulo "Danças dos Índios Mestiços do Brasil". O compositor diz ter se inspirado em temas dos índios Caripunas, do Estado do Mato Grosso, cuja raça seria formada do cruzamento com negros. É a partir das "Danças" que começa a delinear-se a linguagem villa-lobiana, que viria a se consolidar nos anos 20 com suas viagens à Europa. Durante a Semana de Arte Moderna, as "Danças Características Africanas" foram apresentadas para octeto (flauta, clarinete, piano e quinteto de cordas), numa transcrição do próprio Villa-Lobos.” (texto extraído de http://www.museuvillalobos.org.br/).
Se ainda hoje “Kankikis” provoca estranhamento, imaginem quando foi apresentada em 1922! Quem está curioso para escutar o som da Semana de Arte Moderna? Versão do Quartestoscopio http://www.youtube.com/watch?v=5ol512ukvUA
Então, o que me dizem?

Trinta dicas infalíveis para escrever bem

  1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. de abrev. etc.
  2. É desnecessário empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
  3. Anule aliterações altamente abusivas.
  4. Não esqueça as maiúsculas no início das frases.
  5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
  6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
  8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?... então valeu!
  9. "Porra", palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa "merda".
  10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
  11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto em que a palavra se encontra repetida.
  12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
  13. Frases incompletas podem causar
  14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento de uma só vez, ou, por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
  15. Seja mais ou menos específico.
  16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
  17. A voz passiva deve ser evitada.
  18. Utilize a pontuação corretamente especialmente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
  19. Quem precisa de perguntas retóricas?
  20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
  21. Exagerar é cem milhões de vezes pior que a moderação.
  22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
  23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
  24. Não abuse das exclamações! Nunca!! O texto fica horrível!!!
  25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão das idéias nelas contidas e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o conteúdo acessível, forçam, dessa forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
  26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
  27. Seja incisivo e coerente; ou não...
  28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo esse texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não falar dessa maneira irritante.
  29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu, bichinho?
  30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
(Guia do Estudante 2008 - Redação, Editora Abril, p. 75)