terça-feira, 30 de setembro de 2008

Figuras de Linguagem (Revisão)

Meninos e meninas,
o que vocês não me pedem sorrindo que eu faço chorando? (Brincadeirinha!) Bom, conforme combinamos, coloco a seguir a lista das principais figuras de linguagem:
  • Metáfora – emprego de um termo com significação de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos. É uma comparação subentendida. Ex.: “O Brasil é novo, é um país pivete” (Abel Silva).
  • Comparação – aproximação de dois termos entre os quais existe alguma semelhança, como na metáfora. Existe, porém, a presença de conectivo. Ex.: A cada chuva caía como lágrimas de um céu.
  • Hipérbato – toda construção que se afasta da ordem direta (inversão). Ex.: Ao ódio venceu o amor.
  • Prosopopéia (também chamada de personificação ou animismo) – é uma espécie de metáfora que consiste em atribuir características humanas a outros seres. Ex.: Com a passagem da nuvem, a lua se tranqüiliza.
  • Sinestesia – é uma espécie de metáfora que consiste na união de impressões sensoriais diferentes. Ex.: Um doce abraço indicava que o pai o desculpara (doce = sensação gustativa; abraço = sensação tátil).
  • Catacrese – é o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. Trata-se de uma metáfora necessária, que, desgastada pelo uso, já não representa recurso expressivo da língua. Ex.: Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
  • Metonímia – é a substituição do sentido da palavra ou expressão por outro sentido, havendo entre eles uma relação lógica. Ex.: Ouvi Mozart com emoção (Mozart = a música de Mozart).
  • Sinédoque – é uma metonímia em que a relação íntima advém do uso da parte pelo todo ou do todo pela parte. Em outras palavras: o subconjunto é usado pelo conjunto e vice-versa. Ex.: Não é fácil ter um teto (casa); Duas cabeças de boi (o animal todo).
  • Perífrase – expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. Ex.: A Cidade Luz continua linda (Cidade Luz = Paris).
  • Anáfora – repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Ex.: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque).
  • Anadiplose – é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no começo de outro membro de frase. Ex.: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena os motivos dados."
  • Antítese – consiste no emprego de termos em sentidos opostos. Ex.: “Tristeza não tem fim/ Felicidade sim...” (Vinícius de Morais).
  • Paradoxo – idéias contraditórias num só pensamento Ex.: "dor que desatina sem doer" (Camões).
  • Eufemismo – abrandamento, atenuação de uma expressão de sentido desagradável. Ex.: Aqueles homens públicos se apropriaram do dinheiro (apropriar = roubar).
  • Hipérbole – Figura que, através do exagero, procura tornar mais expressiva uma idéia. Ex.: Possuía um mar de sonhos e aspirações.
  • Onomatopéia – consiste na imitação do som ou da voz natural dos seres. Ex.: O coim-coim dos porcos parecia uma orquestra desafinada.
  • Aliteração – consiste na repetição de sons consonantais no início ou no interior das palavras. Ex.: Ele era bruto, bravo, como a agreste região onde nascera.
  • Assonância – repetição dos mesmos sons vocálicos. Ex.: "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral." (Caetano Veloso).
  • Elipse – ocorre quando há ocultamento de um termo, que fica subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado. Ex.: Na rua deserta, nenhum sinal de bonde. (omissão de não havia).
  • Zeugma – é a elipse, numa oração, de uma palavra expressa na oração anterior. Ex.: “Nossos bosques têm mais vida/ Nossa vida mais amores” (Gonçalves Dias).
  • Pleonasmo – emprega palavras desnecessárias por repetirem idéias servindo para dar força e energia ao pensamento. Ex.: “Nunca jamais se viu tanto peixe assim” (Vinícius de Morais).
  • Anacoluto – é a interrupção abrupta de um pensamento que teria curso normal. Ex.: O Alexandre, as coisas não lhe correm bem.
  • Assíndeto – são omitidas as conjunções da oração. Ex.: Toda mãe seduz. Aquece, acaricia, fascina, atrai, deslumbra.
  • Polissíndeto – repetição exagerada de conectivo (geralmente coordenativo). Ex.: Uma procissão de rendas e sedas e leques e véus e diamantes e olhos de todas as cores.
  • Gradação – dispõe de palavras e idéias por ordem crescente ou decrescente da sua significação. Ex.: “Por uma omissão perde-se uma inspiração, por uma inspiração perde-se um auxílio, por um auxílio, uma contrição, por uma contrição, uma alma.” (Padre Antônio Vieira) (gradação crescente).
  • Silepse – concordância que se faz com a idéia que se tem no pensamento e não com a palavra que se encontra no texto. É uma concordância anormal, psicológica. De Gênero: Pedro é um Maria-vai-com-as-outras. (Pedro = masculino, Maria-vai-com-as-outras = feminino). De Número: O povo tem vontade. Falta-lhes líder. (Povo = singular, lhes = plural). De Pessoa: Os dois íamos calados. (Os dois = 3 pessoa do plural, íamos = 1 pessoa do plural). De Gênero e Número: A multidão partiu. Ninguém os detém. (Multidão = feminino e singular; os = masculino e plural).

5 comentários:

Aninha disse...

aah.. muito obrigada professora !
precisava muito disso para estudar !
mais tarde volto aqui para ler o conta da clarice lispector, porque ele é muito grandee ! hahaha !

Luciana disse...

De nada, Aninha!
Não deixe de ler o conto e deixar seu comentário, viu?
Beijos

Chali disse...

AEW!!!!
Eba...uhul...
Que bom! 500 figuras de linguagem pra gente...
Vlw prof.
Tb vou ler o conto agora!!!
Bjosss

LISSANE MIRANDA CAMPELO disse...

Ótimo resumo..... Valeu...

Luciana Messeder disse...

Obrigada, Lissane!

Bjs,

Luciana