terça-feira, 30 de setembro de 2008

Funções da Linguagem (Revisão)

Não custa nada relembrar, né?
Funções da linguagem
Função Emotiva: está centrada no próprio emissor, na primeira pessoa do discurso (eu lírico). Expressa seus sentimentos, exterioriza suas emoções. Aparece nas frases exclamativas, nas interjeições na 1ª pessoa dos verbos e dos pronomes. Ex.: “Que me resta, meu Deus? Morra comigo A estrela de meus cândidos amores. Já que não levo no meu peito morto Um punhado sequer de murchas flores.” (Álvares de Azevedo)
Função Conativa (ou apelativa): está centrada no destinatário. Espera-se dele uma resposta ou uma atitude. A função conativa caracteriza-se por um apelo social. Aparece nas frases interrogativas, nas frases imperativas, nos vocativos, na segunda pessoa dos verbos e pronomes. É bastante utilizada na linguagem da propaganda. Ex.: Compre batom, compre batom!
Função Referencial: está centrada no contexto a que se refere, no fato em si. É uma linguagem de caráter informativo. Tal função aparece nas frases afirmativas, na linguagem jornalística, na linguagem técnica e científica, na linguagem dos livros didáticos e na de relações públicas. Ex.: “A Procuradoria Geral da República vai determinar hoje em Brasília a abertura de inquérito para investigar...”
Função Fática: está centrada no contato que se estabelece através de um canal entre o emissor e o receptor. Objetiva iniciar, prolongar ou interromper o processo de comunicação. Ex.: -Você está me escutando? -Claro, sem dúvida.
Função Metalingüística: refere-se ao próprio código. A metalinguagem é a linguagem através da própria linguagem, ou seja, ela explica ou comenta a si mesma. Palavras que explicam palavras, cinema que fala de cinema, teatro de teatro, poesia de poesia... tudo isso constitui metalinguagem. Ex.: -O que é metáfora? -Metáfora é uma comparação implícita, sem a presença do conectivo.
Função Poética: centraliza-se na própria mensagem. Caracteriza-se pela seleção vocabular na sua elaboração. Seu principal traço é o emprego das palavras em sentido conotativo (figurado). No plano lingüístico, tal função vem marcada pelos operadores poéticos, como as figuras de linguagem tanto na poesia como na prosa, o emprego de rimas, o ritmo etc.

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